De Olhos Abertos

Junho 15, 2009

Poster do evento

Poster do evento

A desmistificação de verdades tidas como absolutas da nossa sociedade será o prato forte de uma obra-prima já vista por milhões de pessoas. Premiada com inúmeros galardões pela sua forte mensagem activista e altamente inspiradora. Um abre-olhos gratuito ao dispor da comunidade para uma maior consciencialização dos tentáculos da nossa vida em sociedade.

Vida em sociedade essa que dilui o “eu” individual nas necessidades do mundo moderno e globalizado com vista à palavra-chave de todo o negócio que é a nossa vida – o lucro. Obrigando-nos a competir uns contra os outros para sobreviver e instigando em nós o sentimento de que só conseguiremos fazer coisas relevantes se “estimulados” para tal.

O que é falso.

Enquanto crianças não temos qualquer noção do dinheiro e do seu valor/simbolismo. Brincamos, fazemos asneiras e muitas outras coisas. Porque queríamos! Contudo, com o passar do tempo, o desapego por bens materiais e a auto-motivação natural esfuma-se “obrigando-nos” a adaptarmo-nos a um mercado de trabalho cada vez mais formatado onde só não vale arrancar olhos para podermos sobreviver. Gerando em nós um sentimento de revolta, natural devido à obrigação. Criando, assim, uma sociedade silenciosamente revoltada.

Esse é o estado de consciência pretendido para a total compreensão de um filme/documentário que esperamos que lhe consiga transmitir um maior grau de consciência.

ConscienteMente

Junho 12, 2009

Poster ConscienteMente

Poster do evento

Numa sociedade que se habituou a ver nos principais meios de comunicação a única e bíblica verdade, o raciocínio crítico e a exploração individual decaiu numa qualquer criogenização que resultou na incapacidade de admirar a diferença e deliciar a novidade.

A constante busca pela pedra filosofal do nosso espírito, que deveria ser um dos grandes objectivos de qualquer animal com um córtex cerebral com a complexidade do nosso, foi substituída por uma só visão super-materialista que não foi casual, mas orquestrada: “A nossa economia fortemente produtiva (…) exige que façamos do consumo a nossa forma de viver, que convertamos em rituais o acto de comprar e usar bens de consumo, que procuremos no consumo a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego. (…) Precisamos que as coisas sejam consumidas, gastas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior.” (Victor Lebow, 1955)

E as ideias, os brinquedos da nossa mente, foram esmagadas por uma dose massiva e hipnótica de publicidade que nos diz o quão imperfeitos estamos todos os dias, atirando-nos para um estado de desconforto total que apenas pode ser resolvido se formos comprar a solução.

Soterrada num total egocentrismo e completo alheamento do plano global, a Humanidade caminha cada vez mais rapidamente para um abismo onde já esgotou todos os recursos naturais, onde o planeta em que habita já não é capaz de suportar a Vida e onde todos os pequenos motivos despertam uma destrutiva vontade de irracional competição.

Terá sido sempre assim? Não haverá, na verdade, soluções para esta pandémica alienação?

Durante milhões de anos, a História da Humanidade foi impulsionada pela relação directa com as substâncias psicadélicas que proliferam pela Natureza, estando o divino à distância de uma viagem pelo cosmos da mente de qualquer um de nós. Mas as incessantes cruzadas das variadas religiões que tentam patentear e vender um “Deus” fabricado pelo Homem, levaram à ostracização e entorpecimento de uma das mais importantes ferramentas de desenvolvimento individual e social.

Potenciado pelas descobertas de Timothy Leary, nos EUA, e de Humphry Osmond, em Inglaterra, o LSD tornou-se rapidamente na maior fonte de informação sobre a mente humana que jamais teria sido vista, sendo equiparado à importância que o telescópio teve para a astronomia. As taxas de sucesso na cura de adições eram altíssimas, a eficácia na psicanálise era tremenda e a rapidez com que criou o maior impacto social da História moderna é notória, introduzindo conceitos como “ambientalismo”, “sustentabilidade” e “paz mundial” de novo na consciência colectiva global.

Até que Timothy Leary foi considerado pelas autoridades Norte-Americanas “o homem mais perigoso do mundo” e o LSD foi ilegalizado, bem como toda e qualquer pesquisa científica sobre o mesmo. Proibindo o que se pode pesquisar, limita-se o que se pode descobrir. Como falar sobre os psicadélicos ainda não é ilegal, esta será uma noite onde espero conseguir fornecer alguma da informação enterrada na censura do tempo e que todos os presentes possam levar para casa um pedaço de conhecimento que sirva de objecto de reflexão, pois uma mente depois de se expandir, jamais voltará à dimensão em que se encontrava.

A noite culminará com o concerto de apresentação do projecto Timewave Zero, onde os sons psicadélicos levarão a uma intensa viagem pelo inconsciente colectivo de todos nós.